sexta-feira, 5 de junho de 2009

As boas lembranças

Hoje vou dedicar este espaço a uma pessoa muito querida a qual espero que, de alguma forma, possa acompanhar a leitura deste texto.

As últimas palavras que disse a ele, mesmo que não pudesse me ouvir mais neste mundo, foram: "obrigado, pai". Porque era isso que tinha a dizer a ele, não havia mais nada que pudesse resumir o sentimento naquele instante, a não ser o de gratidão.

O último toque aconteceu através de um tecido véu que nos separava e, aos poucos, como quando se fecham as cortinas de um teatro mas mais lentamente, a tampa de madeira encerrou sua imagem. Ao lembrar dessa cena, ainda me emociono e não poderia ser diferente, afinal é um dos momentos mais marcantes na despedida de alguém que gostamos.

A morte do meu pai, de forma acidental, ainda ocupa vasto espaço em minha mente que, a cada dia reserva uns grãos de tempo para o assunto. E posso garantir, a angústia maior é quando a memória bota na conversa o nunca mais. Como entender que nunca mais o verei? Nunca mais.

Amante do futebol e do trabalho, pois, que ironia, partiu justamente se ocupando das duas paixões. Homem de pensamento positivo, coragem e esperteza. Amigo. Preocupado com os familiares e disposto a ajudar.

Que fique então, essas lembranças positivas. É o que mais devemos cultivar, pois são elas, e somentes elas, que restam de nós.

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