terça-feira, 23 de junho de 2009

Atentado ao povo brasileiro

Um golpe à Sociedade. Assim pode-se definir a decisão do Supremo Tribunal Federal - STF, da última quarta-feira, 17, ao votar contra a exigência de formação para o exercício da profissão de Jornalista. O ato atende aos anseios de grandes grupos de empresas da comunicação e de classes obscuras do Brasil.

Por oito votos a um, a corte máxima do país decidiu que qualquer pessoa, mesmo sem preparo ou formação adequada, possa atuar em jornais, revistas, rádios, televisões e internet. A decisão é um equívoco, e para isso basta analisar os argumentos fracos e falíveis levantados pelos ministros do STF.

Um dos motes utilizados foi a badalada liberdade de expressão. De acordo com os ministros, a exigência do diploma é inconstitucional, pois impede a liberdade de expressão. Bem pelo contrário; é a formação adequada, o estudo científico e técnico do Jornalismo que garante a pluralidade das opiniões. Alguns até levantaram a idéia de que para fazer Jornalismo basta saber escrever e ter vocação. Então, partindo desse pensamento, qualquer pessoa pode ser médico, advogado ou ministro; sem preparo, apenas vocação.

A existência de uma terra sem lei, sem regulamentação é interesse de figuras que há tempos vêm sendo duramente atacadas pela imprensa, por escândalos de abuso ao respeito do cidadão brasileiro. A imprensa regulamentada e profissionalizada, durante anos, vem garantindo à sociedade o direito à informação apurada, o que, muitas vezes, contraria interesses de verdadeiras raposas, que querem a população desinformada.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Audácia dos jornalistas incomodariam "raposas"

Repasso as palavras de Hortencia Ballesteros, publicadas na sessão Cartas do Pioneiro de hoje:

Diploma de Jornalismo
Sem dúvida, algumas raposas estão se incomodando com a audácia dos jornalistas em revelar as falcatruagens que circulam nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Os jornalistas são os olhos, os ouvidos e a boca de uma nação, exercem com dignidade a sua profissão, mesmo que o povo se preocupe mais com banalidades.
É de interesse de alguns que esses profissionais sejam meio informados, meio educados, medianos em tudo, para repassar informações medianas e assim o povo continuar à parte da realidade nada mediana. Acredito que todos os estudantes, de todas as áreas (saúde, educação, humanas, letras, direito, etc), deveriam se juntar para reclamar por essa injustiça que aí está: calando a voz dos cidadãos.

Hortencia Muriel Ballesteros
Bióloga e estudante de Biomedicina
Exposição, Caxias do Sul

OAB/RS critica decisão do STF

Assim como fez o presidente nacional da entidade, Cezar Britto, o presidente da OAB/RS, Cláudio Lamachia, também critica decisão do STF:

http://www.oabrs.org.br/noticia_ler.php?id=3526

Seria uma possibilidade?

O jornalista Paulo Sousa informou em seu blog, no último sábado, 20, que o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) irá protocolar uma PEC - Proposta de Emenda Constitucional - para tornar obrigatória a exigência de diploma no exercício da profissão de Jornalista.
Confira diretamente no blog:
http://paulosousajornalista.blogspot.com/2009/06/diploma-senador-valadares-protocola-pec.html

Vale lembrar que, na semana passada logo após a votação do STF, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) também levantou a hipótese de formular algo para que a exigência do diploma fosse novamente obrigatória.

Protesto na Câmara

Transcrevo aqui, com total apoio, o discurso do Prof. Paulo Ribeiro, coordenador do curso de Jornalismo da Universidade de Caxias do Sul, à Câmara de Vereadores de Caxias, em 18 de junho de 2009.

Pronunciamento Completo Professor Paulo Ribeiro – Sessão do Dia 18.06.2009

O julgamento do Superior Tribunal Federal sobre o Recurso Extraordinário 511961, na quarta-feira, 17 de junho, que pedia o fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão, soa absurdo. Um dos Ministros chegou a comparar a prática do Jornalismo como uma atividade culinária, ou a prática do Corte e Costura. Com todo o respeito que nos merecem estas atividades, o Ministro não poderia estar julgando sério. Qual a ética para se preparar um peixe frito?

Contudo, deixando de lado este aspecto folclórico da argumentação, o que mais chama a atenção é que a função pública do jornalismo não foi discutida. Sim, porque antes de tudo o jornalismo deve atender ao compromisso com a verdade e ir ao encontro do apelo social de sua comunidade, não se deixando reger tão-somente pelas normas do mercado.

Neste momento triste e delicado, é preciso que repensemos as dificuldades do Jornalismo face aos tantos interesses envolvidos em sua prática. São interesses econômicos, políticos, corporativos, que devem ser bem mediados pela boa atuação de profissionais sérios, éticos e com responsabilidade.

Além disso, hoje, não pode mais valer o velho argumento romântico de que o poeta, o bom escritor, também é um jornalista. Se o sujeito pensa que escreve bem, candidata-se para o desempenho da função.

Hoje, mais do que nunca, a perícia e habilidade técnica, adquiridas ao longo da formação universitária é o que vale para o mercado. Nenhuma empresa compromissada com a verdadeira função do jornalismo colocará um diletante a exercê-lo. Será contraproducente, será até mesmo temerário entregar o baixamento de um jornal, a edição de um programa de rádio ou tevê aos aventureiros da Comunicação.

A formação acadêmica é fundamental, sim. Além da técnica, do manejo com a apuração, a escrita e a edição das notícias, há todo o aspecto ético específico da profissão. O exercício do jornalismo é uma prática delicada.

No tribunal, se confundir liberdade de expressão como um patrimônio de foro íntimo e não público. A liberdade de expressão é apenas um dos elos que fazem do jornalismo uma atividade que lida com um patrimônio que, antes de ser comercial, é um patrimônio da sociedade. O direito à informação. E informação não subjugada, não manipulada.

Como bem lembra o professor Ismar Capistrano C. Filho (ele é da Universidade Federal do Ceará, o que demonstra o inconformismo dos profissionais da área de todo o país), a decisão do tribunal precisaria ter atendido para o seguinte aspecto: a produção jornalística está submetida à lógica empresarial das indústrias culturais.

Assim, duas éticas se confrontam nas redações: de um lado, o interesse público, defendido pelos jornalistas, e, de outro, o particular dos empresários, comprometidos com a gestão, a sustentabilidade, a audiência e o lucro do negócio. Neste contexto, a ética dos jornalistas possui um trunfo: a credibilidade de reconstruir as diversidades que compõem o real. E isto é, sem dúvida, o maior patrimônio de qualquer instituição jornalística.

Publicar notícias que distorcem voluntariamente a realidade em beneficio do jogo de interesses pode comprometer o principal capital cultural dessas empresas, mesmo sendo, em muitos casos, sua principal rentabilidade.

Assim, o jornalista deve se posicionar constantemente de maneira critica nas redações, questionando, resistindo e negociando a reconstrução da realidade apresentada por esses veículos. Sua ética se faz do constante confronto com estas múltiplas realidades. Jornalista conformado e acomodado em veículos comerciais — nos diz Capistrano - é indício de subserviência à ética empresarial.

Desta maneira, não há dúvida, o profissional de Jornalismo precisa de uma profunda formação humanística. Ele precisa ter a compreensão do que seja público, o convívio social, a diversidade cultural e as relações democráticas. E a Universidade é o ambiente ideal para que se adquira tal formação e compromisso ético.

Muito Obrigado.

Fonte: Site da Câmara de Caxias do Sul

É melhor para a sociedade

É impressionante. Sim, esta é a palavra.

Em todas as enquetes que visito pela internet, os votantes confirmam que é necessário ter uma formação para exercer a profissão de Jornalista. E isso, inclusive, independe do número de participantes das votações.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Um não ao Jornalismo Profissional

Pensamento relativo à decisão do Supremo Tribunal Federal em revogar o decreto-lei que exige diploma para o exercício da profissão de jornalista:

Classifico a decisão do STF como absurda. Os argumentos utilizados para a derrubada da exigência do diploma são fracos e facilmente contestáveis. Utilizar a badalada "liberdade de expressão" para extinguir a regulamentação é se munir de falsa credibilidade à decisão. É justamente a formação acadêmica do jornalista que garante a pluralidade das partes, consequentemente a liberdade da palavra. Dizer que a exigência da formação não evita más condutas de jornalistas não é argumento para extinguir a regra. Bem pelo contrário, exigir o diploma para o exercício da profissão é garantir uma diminuição de risco do mau jornalismo praticado. Além disso, é impróprio ouvir um ministro dizer que o exercício da profissão não exige técnicas científicas, basta interesse e boa leitura, etc, já que não causa danos diretos à coletividade. E mais, a comparação com outras profissões não regulamentadas é ilusória, pois senão, deveriam aceitar que não houvesse exigência em nenhuma área profissional. O STF atendeu ontem aos anseios das grandes empresas, visto que justamente o movedor do recurso é o Sindicato das Empresas de Rádio e TV de SP e o MPF, e de classes obscuras, a quem interessa que a população seja desinformada.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Por quê?

Por que a parede não é invisível?
Por que a água ferve?
Por que gato e rato brigam?
Por que é difícil?
Por que uns mais outros menos?
Por que não pensamos antes de falar?
Por que existe a preguiça?
Por que eles falam da novela?
Por que a vida reserva surpresas?
Por que não vejo ao vivo?
Por que ela quer outro e ele quer outra?
Por que o homem foi à Lua?
Por que é bom beber?
Por que sentimos saudades?
Por que às vezes queremos e outras não?
Por que energia dá choque?
Por que a diferença nos porquês? Por quê?

sexta-feira, 5 de junho de 2009

As boas lembranças

Hoje vou dedicar este espaço a uma pessoa muito querida a qual espero que, de alguma forma, possa acompanhar a leitura deste texto.

As últimas palavras que disse a ele, mesmo que não pudesse me ouvir mais neste mundo, foram: "obrigado, pai". Porque era isso que tinha a dizer a ele, não havia mais nada que pudesse resumir o sentimento naquele instante, a não ser o de gratidão.

O último toque aconteceu através de um tecido véu que nos separava e, aos poucos, como quando se fecham as cortinas de um teatro mas mais lentamente, a tampa de madeira encerrou sua imagem. Ao lembrar dessa cena, ainda me emociono e não poderia ser diferente, afinal é um dos momentos mais marcantes na despedida de alguém que gostamos.

A morte do meu pai, de forma acidental, ainda ocupa vasto espaço em minha mente que, a cada dia reserva uns grãos de tempo para o assunto. E posso garantir, a angústia maior é quando a memória bota na conversa o nunca mais. Como entender que nunca mais o verei? Nunca mais.

Amante do futebol e do trabalho, pois, que ironia, partiu justamente se ocupando das duas paixões. Homem de pensamento positivo, coragem e esperteza. Amigo. Preocupado com os familiares e disposto a ajudar.

Que fique então, essas lembranças positivas. É o que mais devemos cultivar, pois são elas, e somentes elas, que restam de nós.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Prazer em revê-lo

Foi um erro parar de escrever para o outro blog. Naquela época, parei de postar por uma decepção forte de cunho particular traduzida nas palavras do último post: "Tristeza, entorpecente octana".
O caso é que, depois de tanto tempo, os assuntos se acumularam em minha mente e sou quase incapaz de ordená-los provocando uma confusão sobre prioridades. Em suma, o que quero dizer é que tenho muitos temas a tratar aqui e, simplesmente, não sei por onde começar.
Vamos aos fatos. Neste período afastado das blogagens, não como leitor, mas como escritor, pude experimentar sabores tão intensos quanto distintos nas mais variadas faces que compõem a vida. Profissional, pessoal, emocional, entre outros terminantes em "al", talvez com exceção de amorosos, que não tem a mesma terminação.
Fico por mais minutos que uma hora possa conter imaginando onde coloquei opiniões, desejos, informações, desabafos que o blog propicia. O jornalista, de fato ou nem tanto, tem a faculdade de contar histórias, seja de pessoas conhecidas, indiferentes ou dele mesmo. Quem terá sido meu blog? Ou o que?
Seja bem-vindo blogspot, agora é contigo que vou escrever. Espero que tenha entendido o desaparecimento do trema.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Decidido

Desde a metade do ano de 2007 não há atualização no blog do Marco, hospedado no UOL. Agora, enfim, está decidido: irei recomeçar a escrever para o blog, mas reformulado e em nova casa, no Blogger.

Bem-vindos ao renovado site do Marco. E para quem quiser ler escritos anteriores, está disponível ao lado um link para o blog antigo.

Abraços
Marco